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domingo, fevereiro 17, 2008

Esses desejos ....





Como entender o que sinto
Esperar o que não posso
Vontade do que não conheço
Em busca dessa procura
Revelando meus mistérios

Esses desejos guardados
Trancados por tanto tempo
Ensaiados sem pretensão
De tornar-se realidade

Sinto a alma inquieta
O coração desgovernado
Meus sentidos sufocados
Procuram um disfarce convincente
As emoções sufocadas
Essas sensações perturbadoras
Tiram-me do eixo
Levam-me para outros lugares

Os pensamentos se apoderam
Do me ser
As expectativas me soam ilusórias
A única certeza que prevalece
É essa falta de lógica que procuro
Explicar com meia dúzia de palavras desconexas
Que me levam sempre para o mesmo caminho

Recordo aqueles olhares profundos
Que me despiam sem o menor pudor
foram extirpados nas tentativas de negação

Aquela boca que tantas vezes Imaginei beijar
Aquele sorriso generoso que me fez viajar
O cheiro que ainda consigo lembrar
Os gestos que sutilmente acompanhei
A voz que ecoa eloqüente
Surdo minha razão
Tudo parece tão familiar
E tão loucamente desconhecido
O frescor das lembranças
Surgem repentinamente
Como que em pedido de socorro

Esses desejos sempre estiveram ali
O tempo se encarregou de adormecê-los
E esse mesmo tempo tratou de resgatá-los
Acordada ou em sonhos
Essa tentação se faz presente
Já não sou dona da prudência
Só respondo pelos impulsos
Que me remete a esse fascinante delírio

Esses desejos causa das minhas
Mais secretas fantasias
São incógnitas que esperam
Por serem reveladas ...